Mais sujidade, por favor

Se há momentos que definem a infância, esses momentos são os das brincadeiras ao ar livre.

O “faz-de-conta que eu agora era…” e os jogos de futebol com os amigos, as subidas às árvores, as caminhadas, as corridas de bicicleta, os passeios no campo, as festas e piqueniques no jardim, as tardes passadas na praia… Experiências que trazem novas visões do mundo, novas capacidades, novas emoções e cujas memórias ficam para sempre. É claro que tudo isto não se faz sem que, mais tarde ou mais cedo, os sinais sejam visíveis. Mãos, cara, pernas e braços a precisarem de um banho urgente, uma nódoa de musse de chocolate na camisola, dois círculos verdes de relva nos joelhos das calças do guarda-redes do dia ou uma saia com manchas de aguarelas. São estes alguns dos vestígios de horas bem passadas.

É que brincar é ser criança, mas é ficar sujo também.

A boa notícia é que, tal como as brincadeiras, também a sujidade ajuda a crescer. Investigadores da Universidade de S. Diego, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que as crianças que raramente se sujam apresentam maior risco de ficarem doentes. Isto porque diminuir o número de bactérias que habitualmente estão na pele perturba o sistema imunitário e faz com que este reaja de forma exagerada às pequenas lesões como cortes e nódoas negras. Ficar encardido também combate alergias e dá ferramentas para travar inflamações, pois expõe o corpo a quantidades razoáveis de microrganismos.

Em suma, pela saúde física e emocional das crianças, é importante que elas se sujem. Todos os dias e, de preferência, com gargalhadas à mistura.

Texto de Elsa Rodrigues

Jornalista da revista Pais & Filhos

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